
Alguém já parou para se perguntar por que só nos preocupamos com a nossa saúde mental quando esta dá indícios de que não vai bem?
As pessoas têm o hábito de fazer exames de rotina, também conhecidos como revisão ou checkup, no entanto esse procedimento, na maioria das vezes, não inclui a saúde mental, contempla apenas nossos aspectos físicos, deixando de lado os psicológicos.
Segundo o Relatório Mundial da Saúde (2001) da Organização Mundial de Saúde (OMS) – de 20 a 25% da população mundial pode vir a desenvolver algum tipo de transtorno mental em algum momento da vida. Diante desse quadro a prevenção da saúde mental deveria ser um tema que recebe mais atenção, mas isso não acontece.
Quando perguntada sobre o trabalho de prevenção realizado pela rede municipal de saúde, Célia Rocha chamou a atenção para a impossibilidade de realizar um trabalho de prevenção, de oferecer um serviço no qual a pessoa poderia avaliar sua saúde mental antes da manifestação de algum sintoma. Segundo ela, a quase totalidade dos casos tratados nas unidades destinadas ao tratamento da saúde mental é de pessoas que procuraram o serviço depois da manifestação de algum sintoma. A coordenadora do programa de Saúde Mental afirmou que a prevenção seria um trabalho amplo demais, pois são muitas as causas que podem levar uma pessoa a desenvolver transtornos mentais, o desemprego, a violência, entre outras questões, são fatores que também podem desencadear esse tipo de problema. Além disso, a preocupação com a saúde mental não está entre as prioridades dos indivíduos quando o assunto é saúde. Boa parte das pessoas pensa que se não tem nenhum sintoma não deve se preocupar com a sua saúde mental. Os poucos casos nos quais há um trabalho de prevenção, na rede municipal de saúde de Salvador, são aqueles em que a pessoa possui tendência hereditária para desenvolver algum transtorno mental.
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